Artigos
Comentários

Últimas - Curso de cerveja (esgotado) e Pílseners

Tcheca

Não só com ales brindaremos no curso, cujas vagas se esgotaram.
Além da degustação da Tcheca, que é uma Bohemian Pílsener, teremos outras duas pílsens de respeito: as alemãs Krombacher, líder de vendas em sua terra natal, e a Bitburger, ambas enquadradas no sub-estilo German Pílsen.

BitburgerKrombacher
Só faltará um Skolzinha, hehehe. Será?
Saúde,
Botto

Receita da Robust Porter do curso

Para o sábado que vem, eis a receita da Porter a ser feita, pra 22 litros (um pouco mais pra compensar a perda com trub, pensando numa eficiência de 70%):

De maltes:

Pílsen - 3,5 kg
Munich II - 1,5 kg
Caramunich II - 0,25 kg
Caraaroma - 0,15 kg
Carafa I - 0,3 kg
Carafa III - 0,1 kg

De Lúpulo:

Fuggle (4,3 a.a.) - 60 g a 60 minutos do final da fervura.
Fuggle - 30 g a 30 minutos.

De levedura:

Nottingham e S-04 (cada qual em uma metade da leva).

De água:

16 litros de água primária (para mostura).
18 litros para lavagem.

Finning:

1 tablete de whirfloc a 15 minutos do final da fervura.

Procedimento: aquecer a água até 60ºC e adicionar os maltes moídos, elevando a temperatura até 68ºC, em seguida; manter estacionado nesta por 90 minutinhos, quando então tornar a ligar o fogo para subir até 78ºC, aguardando nesta por 5 minutinhos, antes de iniciar a filtragem do bagaço. Depois de clarificado, levar à fervura por 90 minutos, adicionando lúpulos e whirfloc conforme exposto acima. Resfriar o mais rápido possível e levar o mosto à fermentação.

Esta receita espera atingir as seguintes metas, aproximadamente:
IBUS: 30
Cor estimada: 60 EBC
OG: 1057
FG: 1015
ABV%: 5,5% (sem o primming, que deverá acrescer mais cerca de 0,2% de álcool após realizado)

Uma receita super simples e básica, fácil de ser feita, com insumos acessíveis a todos.

Ao final do curso de cerveja definiremos a data para degustação da cerva.

Um brinde,

Botto

Com o recente anúncio do próximo concurso Mestre Cervejeiro Eisenbahn, tenho recebido muitos pedidos de informações com relação ao estilo Porter (Robust Porter), quais os ingredientes e como fazer, principalmente. Confesso que, por não gostar muito, nunca fiz este estilo de cerveja, e, para tal, tive que dar uma boa estudada também. Já saí no lucro, pois acabei conhecendo o Beer Taste (bar do post anterior), para onde fui atraído por uma foto na qual constava um livro sobre Porter, hehehe.

De acordo com o regulamento propagado pela Eisenbahn, as robust porters são cervejas de coloração preta, com sabor de malte torrado, mas não de cevada torrada. Apresentam um amargor claro de malte torrado sem ter um alto caráter de queimado, e variam de corpo médio a bem encorpadas, com um adocicado de malte residual. O amargor seria de médio a alto, com aroma e sabor de lúpulo variando de baixo a médio. Diacetil aceitável em níveis bem baixos. Ésteres frutados devem estar presentes, equilibrados com as notas de malte torrado e o amargor proveniente do lúpulo.

Ficha técnica:
Extrato original
1.045-1.060 (11-15 Plato)
Extrato Aparente
1.008-1.016 (2-4 Plato)
Álcool por peso (volume)
4.0-5.2% (5.0-6.5%)
Amargor
25-40
Cor SRM
30+ (60+ EBC)

OBS: Cabe destacar que esta definição de robust porter foi tirada do Guia de Estilos da Brewers Association, BA, e não do BJCP, havendo diferenças entre tais guias. Prega o bom senso, em se tratando de um concurso, dançar conforme a música, ou banca avaliadora, então, se a Eisenbahn preferiu a BA, sigamos o preconizado por esta associação.

Para ajudar aos interessados em participar do certame, fornecendo parâmetros, resolvi fazer, então, este post, publicando nele 5 receitas de famosas Robust Porters, extraídas do livro Beer Captured, de Tess and Mark Szamatulski, entre elas:

Fullers London Porter


Fullers

Anchor Porter


Anchor Porter

Portland Haystack Black Porter


Portland Haystack Black Porter

Sierra Nevada Porter


Sierra Nevada Porter

Stovepipe Porter


Stovepipe Porter

A brassagem das porters é simples. Atente pra uma temperatura um pouco acima do mash target, algo próximo de 68ºC, que favorecerá a atuação das alfas amilases, contribuindo pro incremento do corpo da bebida e um dulçor um pouco maior, pretendido. Ah, um último comentário sobre os insumos necessários pra produção:
de fermentos liofilisados sugeriria o nottinghan e o S-04, mais o primeiro, em razão de ser mais neutro, produzindo menos ésteres. Quem tiver acesso aos líquidos, o que mais vejo surgir nas receitas por aí é o Wyeast London Ale, 1028. De maltes, procurem compor a receita com chocolate (carafa I), carafa III (em substituição ao Black patent, que não dispomos aqui), caramelo 60 ou mais escuros, ou todos eles até, variando em quantidades, e malte pilsen mesmo ou pale, estes dois últimos pra base. De lúpulos, prefiram os de variedade inglesa, fuggle e goldings da vida. Se não tiver deles, podemos ainda apelar pro Cascade.

Ainda nesta semana, mais porters pra vocês.

Robust Porter do curso e menu degustação

Pensando no estilo, ainda, tive uma idéia que achei bem legal: da cerveja a ser feita no curso, pela Tati, minha esposa, e pelos meus alunos, ser uma robust porter. Que tal? A receita dela prometo que em breve publicarei aqui, assim que a tiver feito. Espero que o pessoal goste de Porter, pois terei muitas delas pra serem degustadas com e pelos amigos, hehehe.

Falando no curso, pra finalizar, nele degustaremos a Thrúd, minha dubbel; a Pocahontas, IPA; uma sem estilo definido, ou que tenha conseguido classificar, feita com o WL 500 Trappist Ale; uma American IPA muito gostosa e feita pelos alunos no curso passado; uma Kölsch que saiu errada, com amargor elevado pro estilo, mas que está gostosinha até; e uma Weizen com sementes de guaraná, de Botto Biers. De quebra ainda teremos as maravilhosas de trigo de Weihenstephan, fornecidas pela On Trade, patrocinadora desde o primeiro curso; a Tcheca, Bohemian pílsener fruto da parceria entre mim, cervejaria Bamberg e Edu Passarelli; e, quem sabe, se chegarem pra mim a tempo, algumas Damas do Lago. Cerveja não faltará.

Para os que precisarem, tentarei conseguir um descontinho com um taxista amigo, hehehe.

Bem, é isso, that’s all folks.

Um brinde com uma London Porter,

Botto

Beer Taste - Bares Cariocas com Boas Cervejas

Eu, Leo e Leandro

Já conhecia de nome o Beertaste, mas nunca havia estado lá. Talvez nunca, infelizmente, tenha sido tão triste, pois o bar é simplesmente maravilhoso, vale, e muito, a(S) visita(S).

Se não sei ainda quanto aos quitutes, pois não deu tempo de pedir, afinal só estive lá uma noite, posso dizer que o ambiente é fantástico. Boas cervejas, com preços justos, bom atendimento e Blues, all night long. Ah, na televisão (sim, tem televisão o bar), apenas vídeos advinha sobre o quê? Cerveja, obviamente, e blues. Nada de pagode e axé. Ufa, que alívio.

Pra exemplificar e dar água na boca, hehehe, o que dizer de degustar uma Westvleteren 12 ouvindo Six Strings Down, do DVD Tributo a Stevie Ray Vaughan? (obs: não encarem a provocação como sacanagem, mas um estímulo à visita, tão somente, hehehe)

Obrigado, Leo e Leandro, pela casa e pela receptividade, e mais ainda, obrigado Marcela, pela lembrança e dica.

Saí em dívida com a casa, com a promessa de voltar mais e mais vezes, certamente. A próxima não tardará, será mais breve que nunca, numa degustação de Bohemian Pílseners Tchecas, para onde levarei a Tcheca, pílsen autêntica, de respeito, feita por mim, Edu Passarelli e pela excelente micro Bamberg. Espero conseguir juntar os amigos lá, hehehe.

Ah, pra finalizar, o Beertaste fica no Shopping Cittá América, na Barra, ao lado do Downtown, na loja 117E.

Um brinde às boas cervejas,
Botto

Cruzat - Buenos Aires

Estou já há algum tempinho pra escrever sobre minhas impressões dos bares que fui em Buenos Aires, mas ia sempre adiando em face da falta de tempo.
Mas, como dizem, antes tarde do que nunca, e começarei falando do Cruzat (www.cruzatbeer.com), um barzinho super bacana, especializado em cervejas artesanais, contando com mais de 100 variedades, aproximadamente, que fica na Av. Corrientes 1660, próximo do Congresso.

Cruzat

Muito bem recomendado por amigos, e diante da decoração atrativa, cerveja por todos os lados, a primeira coisa que pensei, ao chegar, foi: caramba, que barzinho mais legal. Vou me fartar de degustar boas cervejas.
Me senti num parque de diversões.
Doce ilusão. Comecei pedindo o Sampler (24 pesos), que vem numa espécie de árvore com 10 amostras de estilos e micros variadas. Muito bonitinho, mas ordinário. Abaixo, o que escrevi das cervejas:
Sampler

1- Lager Ale da cervejaria Cardos - lager ou ale, afinal? Já começou criando um nó na minha cuca. Perguntei à garçonete, que não soube, todavia, me dizer se era uma ale ou lager. Estava horrível, difícil de beber mesmo um copinho de degustação, ainda que dividindo com minha mulher. Acética toda vida.
2 - Kölsch da cervejaria Koala - Ruim também. Leve frutado e acetaldeído bem forte.
3 - Cream Ale da micro Gülmen - Boa cerveja, malte no aroma e sabor, caramelo, com baixo amargor.
4 - IPA da Murray’s - A melhor do Sampler. Muito boa cerveja, amargor médio-alto, aroma de lúpulo bacana, embora na minha opinião pudesse ser um pouco mais elevado, bem equilibrada. Foi a única que me deu vontade de pedir uma pinta depois.
5 - Golden da Murray’s - Acética também, difícil de beber demais.
rabiscos

6 - Scotish da Koala - Malte, leve frutado, amargor médio e adstringente.
7 - Dry Stout da Murray’s - Leve acidez, sem aroma e sabor marcantes de café ou chocolate.
8 - Honey da Antares - Diacetil elevado demais, mas boa no geral.
9 - Strong da Koala - Sim, simplesmente strong, sem nada mais dizer sobre o estilo. Aroma metálico, leve acidez e álcool (strong) presente no aroma e na boca.
10 - Stout da Koala - A 2ª melhor do Sampler, o que não é grande coisa, diante da maioria estar chumbada, ou melhor, acética. Café marcante no aroma e sabor, amargor médio e bom corpo. Boa cerveja.

No parque de diversão

Uma surpresa boa foi a Gülmen, micro da Patagônia. Terminando o Sampler, pedi uma cerveja deles muitíssimo boa, a pale ale, mas que não anotei as impressões. A IPA da Murray’s também valeu o repeteco. Pra finalizar, fui seduzido por um rótulo bem bacana, de uma cerveja chamada Ilegales. Ilegal deveria ser vender tal cerveja. Intragável, diacetil e DMS puros. Do jeito que veio ficou na mesa.

Seduzido pelo rótulo - Antes de experimentá-laDecepcionado. Ilegal é beber esta cerva.

No fim, tenho que agradecer a Tati, minha esposa, que, por estar tomando antibiótico, me conteve e impediu de pedir afoitamente dois samplers, assim que chegamos ao Cruzat. Um já foi mais que suficiente pra nós dois, e, da forma que estavam, daria ainda pra outros tantos beberem.

Minha salvadora

O bar é muito legal, bem montado, mas acredito que não tenha tanta rotatividade, o que pode ter gerado os vários chopps acéticos. Posso ter dado azar e pego uma fase ruim, também, visto comentários que já ouvi de alguns amigos sobre a casa.

Vale a visita.

Um brinde,

Botto

Na última terça-feira, 2/9, eu e os alunos da minha última turma nos reunimos no Aconchego Carioca para degustarmos a cerveja feita por eles no curso. Foi uma IPA, cuja receita, infelizmente, não anotei (só sei que a que degustamos foi fermentada com o WL 004, Irish, e a outra metade, que ainda matura e será degustada no próximo curso, está com o S04). A cerveja ficou excelente, melhor não poderia ter ficado, e do jeito que foi feita pôde dar uma noção perfeita aos meus alunos de que não há mistério em se fazer cerveja. A simplicidade é a alma da alquimia.

Alunos do curso com a IPA deles na mão - Um brinde à cerveja de qualidade

E dá-lhe IPA do curso - Que linda cor!!!

Pra compensar, já que não anotei a cerveja do curso, hehehe, aproveito este tópico, então, pra publicar a receita de uma outra IPA que fiz, que ficou muitíssimo boa. O nome foi sugerido pela amiga Kátia Jorge, que lembrou ser a Pocahontas uma índia que se apaixonou por um inglês.

Botto Bier Pocahontas (English IPA)

De maltes:

Pale ale (Weyermann) - 7,1 kg
Vienna (Weyermann) - 5,3 kg
Carared (Weyermann) - 1,35 kg

De água:
66 litros (35 primária e 31 secundária)

De levedura:
WL 002, English Ale (20 litros)
WL 005, British Ale (20 litros)

De lúpulos:
121 g de Cascade - 60 min. do final da fervura
20 g de Fuggle - 55 min.
20 g de Fuggle - 50 min.
20 g de Fuggle - 45 min.
20 g de Fuggle - 40 min.
20 g de Fuggle - 35 min.
20 g de Fuggle - 30 min.
20 g de Fuggle - 25 min.
20 g de Cascade - 20 min.
20 g de Cascade - 15 min.
20 g de Cascade - 10 min.
30 g de Cascade - 5 min.
63 g de Fuggle - 0 min.

A Pocahontas ficou com sabor e aroma de lúpulo bem intensos (quem experimentava achava que tivesse feito dry hopping), amargor elevado mas bem equilibrado no malte, na minha opinião perfeitos para o estilo, mas tal lupulagem fez com que as pessoas a amassem ou odiassem. Não é uma cerveja que agrada a todos, principalmente a quem não está acostumado com as IPAS. Pena que só me ative a isso após os últimos concursos. Mas mesmo assim, acho-a maravilhosa, e espero repetir a receita muitas e muitas vezes mais. Ainda tenho 10 litros da IPA com o fermento British, que espero servir no próximo curso. A cor dela ficou linda também, parecendo ter sido filtrada. Hoje penso ela ter ficado mais próxima das American IPAs.

Eis o processo:
Aqueci os 35 litros de água até 70º, quando adicionei os maltes, o que fez com que a temperatura baixasse até 66º. Elevei até 67º e fiz uma parada de 60 minutos. Depois elevei até 70º, fazendo nova parada de 60 minutos. Subi até 78º e desliguei o fogo, passando a fazer a filtração com a posterior lavagem do bagaço, com o restante da água (31L).
A fervura foi de 80 minutos, bem intensa, e faltando 15 minutos pro seu final adicionei três pastilhas de Whirfloc.
A OG ficou 1056 e a FG em 1016 (com British) e 1018 (com English), o que me deu cerca de 5,2% de abv. Com mais o primming que fiz, aproximadamente obtive mais 0,2% de abv, o que fez com que a Pocahontas tivesse 5,2% abv com o English e 5,4% abv com o British.
A leva foi de 48 litros, sendo que 8 litros guardei para propagação de fermentos. A fermentação ocorreu em 8 dias a 20ºC.

OBS: Tenho costume de dividir minhas levas em vários fermentos, mas nunca havia observado uma diferença tão grande entre duas leveduras. Não falo em aroma ou gosto, mas em aparência e interferência na lupulagem. A com o British ficou límpida, mais seca, muito mais bonita, pouco mais alcoólica, com mais amargor e muito mais aroma de lúpulo, enquanto a com o English ficou mais equilibrada no sabor, menos amarga, mais translúcida. Valeu muito pela experiência. Nas próximas levas já sei mais o que esperar de ambos os fermentos.

Saúde e um brinde à Pocahontas,

Botto

Thrúd - Dubbel

A Thrúd é uma cerveja que mesmo jovem, muito jovem, já me deu bastante alegria. Ficou ela em terceiro lugar no III Concurso Nacional das ACervAs, na categoria Belgian Strong Ale. Trata-se de uma dubbel com 7% abv.
Thrúd é filha de Thor na mitologia nórdica, e com ela quis homenagear a minha filha, Anna Clara, que muito me ajuda e inspirou nesta produção.

Thor e Thrúd

Pois bem, vamos ao que interessa: queria produzir uma belga pro concurso, mas tinha dúvida sobre qual estilo. De belgas por mim já feitas, duas mais se destacaram pela qualidade, a Fluminense (Belgian Strong Golden Ale) e a Dama do Lago (Belgian Dark Strong Ale). Não queria, porém, repetir receitas. Queria inventar uma, mas qual?

Se fizesse uma Belgian Dark Strong Ale seria meio plágio da Dama; se uma Strong Golden, da Fluminense. Pensava também que, para um concurso, melhor seria competir com uma menos alcoólica, mais fácil de se beber. Decidi-me, pois, por uma dubbel, estilo até então nunca tentado.

O estilo dubbel é talvez o que mais goste dentre os belgas, talvez por ser menos frutado e mais maltado. É um estilo que se caracteriza pela complexidade dos maltes, caramelo, chocolate, biscoito, tanto no aroma quanto no sabor, moderadamente frutado, frutas secas, passas, ameixa, na Thrúd um pouco de banana e cravo também, encorpada, com médio a pequeno amargor, com média-alta carbonatação, normalmente ficando entre 6,5% e 7,0% abv.

Estudando sobre o estilo dubbel, que sucintamente procurei resumir acima, percebi o mesmo conter características bem marcantes de duas outras cervejas minhas, a Thor, uma lager doppelbock, extremamente maltada, encorpada, riquíssima em aromas de maltes e algumas frutas, passas e ameixas também presentes, e a Dama do Lago, uma Belgian Dark Strong Ale, também encorpada, maltada, um pouco de cravo, mas mais esterificada que a Thor, obviamente, graças ao fermento trapista usado. Então que surgiu a grande idéia: juntar as características da Thor, minha melhor cerveja, com as características da Dama do Lago, criando uma dubbel com pedigree, hehehe, a Thrúd. E assim fiz, e abaixo publico a receita para a leva de 46 litros:

Maltes:
Pílsen (Agromalte) - 4 kg
Munich II (Weyermann) - 3 kg
Viena (Weyermann) - 5 kg
Melanoidina (Weyermann) - 1,55 kg
Caraaroma (Weyermann) - 0,8 kg
Trigo malteado escuro (Weyermann) - 0,7 kg
Carared (Weyermann) - 0,35 kg
Aveia em flocos (Quaker) - 0,25 kg

Lúpulos:
Hallertau Tradition - 60g a 60 minutos do final da fervura
Hallertau Tradition - 20g a 30 minutos do final da fervura
Fuggle - 30g a 5 minutos do final da fervura

Água:
73 litros (40 primária e 33 secundária)

Levedura:
White Labs 500, trapista.

Aqueci a água primária até 40º, acresci a ela os maltes e aveia e elevei a temperatura até 53º, onde estacionei (parada protéica por causa da aveia) por 15 minutos. De 53º subi até 64º e mantive nesta temperatura por 30 minutos. De 64º elevei até 67º, mantendo nesta por mais 30 minutos. Em seguida elevei até 70º e fiz a última parada, desta vez por 50 minutos. Elevei a temperatura até 78ºC e desliguei o fogo, em seguida iniciando a filtragem do mosto. Para fervura, que durou 90 minutos, levei 58 litros de mosto com 1061 de densidade. Faltando 15 minutinhos pro final da fervura coloquei duas pastilhas de whirfloc. Resfriei o mosto até 21º e o trasfeguei pros baldes fermentadores, inoculando o fermento ao final, antes de levá-los pra minha geladeira.
A OG ficou 1070 e a FG 1018, o que me deu 6,8% de álcool por volume.
A fermentação transcorreu por 10 dias a 20ºC, e a maturação por 30 dias a 0ºC. Feito o primming, 7,5 g de açúcar por litro de cerveja, engarrafei a Thrúd e aguardei mais duas semanas até experimentar a primeira garrafa, que, mesmo muito jovem ainda, já estava sensacional. Em breve engarrafarei o segundo balde da leva, e certamente estará bem melhor que a primeira.
Só falta agora mandar fazer o rótulo, com a caricatura minha e da minha filha, a homenageada.
Saúde,
Botto

Quem quer Tcheca - lista de espera

Edu, eu e Alexandre

Meus amigos, a Tcheca já está pronta, apenas aguardando a rotulagem para ser posta à venda. No último sábado ocorreu no concurso seu lançamento, e em pouquíssimos minutos o barril se foi. Ela está, simplesmente, SENSACIONAL!!!
Como a procura por ela está grande, e são poucas as suas unidades, estamos desde já cadastrando as pessoas interessadas em adquiri-las, para que as despachemos assim que disponíveis. A caixa é composta por 12 long necks, e será vendida por R$ 60,00 reais. Visando facilitar sua aquisição por amigos de fora do Rio ou São Paulo, enviaremos para todo Brasil, pelos Correios, ficando o frete por conta do comprador.
Quem tiver interesse, então, peço que entre em contato (deixe aqui o email), pois até o final desta semana as Tchecas estarão livres e desembaraçadas, dando o ar de sua graça Brasil afora, hehehehe.
Um brinde às Tchecas,
Botto
Eu, Alexandre, André e Edu

Pra quem gosta das Tchecas, pílseners !!!

Após votação no blog e junto a amigos cervejeiros, foram escolhidos os rótulos da Tcheca, que no próximo dia 25 deverá ser filtrada e engarrafada, e no final do mês já estará a nossa disposição.
Eis os rótulos vencedores:

Gravata da Tcheca
Rótulo da Tcheca
Contra rótulo da Tcheca

Um brinde,
Botto

No final de semana passado, 16 e 17 de agosto, ocorreu na cidade de Santa Fé, Argentina, o VIII concurso nacional de cervejeiros do país, o primeiro internacional, neste ano com a participação de cervejas daquele país, do Uruguai e do Brasil. Tive a honra de ser convidado a participar como palestrante, contribuindo para o evento e podendo falar um pouco do mercado brasileiro de cervejas e das ACervAs, além de ter podido enviar minhas cervejas para a competição. A organização desta edição ficou por conta da Associação Somos Cerveceros, de Santa Fé, que merece todos os elogios possíveis, pela dedicação, organização e qualidade do evento. Parabéns e obrigado.

Programa de palestras de sábado

Pela manhã de sábado se iniciaram as palestras, que terminaram por volta das 19 h e obtiveram grande participação e apreciação do público, na sua maioria composto por cervejeiros caseiros.
Palestra - Mercado brasileiro
Galera prestigiando a palestra

Ainda no sábado, a partir das 21 h, patrocinadores, expositores, competidores e cervejeiros foram convidados pra um jantar, no restaurante Pacú, um local bem legal situado nas proximidades do porto de Santa Fé. Lá comemoramos o sucesso das palestras, e a organização pôde agradecer a presença de todos os competidores e patrocinadores, brindando ao sucesso do primeiro dia do evento. Vale ressaltar que três ACervAs brasileiras estiveram representadas, a Carioca, a Mineira e a Gaúcha, através de alguns de seus membros. Brasileiros éramos uns 11 lá.

Eu, Tati e os amigos da ACervA Gaúcha
Um brinde ao sucesso do primeiro diaUm brinde à organização do eventoCopos do evento, Somos Cerveceros e Cargill Eu com  jurados do concurso e amigos do somos cervecero
Hermanos cerveceros

No domingo pela manhã ocorreram as avaliações finais das duas categorias do concurso. Na categoria English IPA havia 11 finalistas, enquanto na Weizen 10. Fui convidado para participar das avaliações finais, e, junto com seis jurados, todos cervejeiros da Budweiser argentina, degustei as cervejas. Como participava do concurso também, minhas avaliações, no entanto, por motivos óbvios, não foram computadas. Na categoria Weizen competiram 32 cervejas, e a briga foi menos acirrada na final que na categoria das IPAs, e a campeã se sagrou vencedora com certa folga. Na das IPAs a disputa foi tensa entre as cervejas, 11 finalistas, o nível estava bastante bom, embora na maioria delas tenha achado que faltou amargor e aroma de lúpulo, características marcantes do estilo.
Duas delas me chamaram a atenção, exatamente as com características mais fiéis ao estilo, a que ficou em sétimo e tinha um aroma fantástico de dry hopping, cítrico, que foi classificado como desequilibrado por alguns dos jurados, mas que pra mim ajudava a torná-la a melhor da série, e a que foi campeã, dos amigos mineiros da Küd Bier, que estava muito boa também, mais equilibrada que as demais, com um amargor gostoso e persistente. Sim, a campeão foi uma brasileira, e o vídeo da premiação pode ser visto através do link http://br.youtube.com/watch?v=nh1QqZlpY6I .
No domingo à noite os amigos do Somos Cerveceros se superaram mais uma vez e ofereceram uma grande festa de premiação e encerramento do evento. Na ocasião, microcervejarias e cervejeiros caseiros apresentavam suas cervejas aos mais de 1200 presentes. O convite pra festa dava direito a um copo e dois chopps, e quem quisesse consumir mais adquiria tickets de cervejas e comidas. Mais uma coisa legal dos Hermanos: tudo arrecadado na festa será doado para o hospital de niños, de crianças, de Santa Fé. É a cerveja caseira argentina assumindo um papel social bem bacana. Meus parabéns!
Ah, as cervejas vencedoras serão produzidas em edição limitada pela cervejaria Antares, de Mar del Plata, e terão a renda de suas vendas também destinadas ao hospital de niños de Santa Fé.
preparação dos estandesPalcoCervejas dos cervejeiros caseiros argentinosMomento de intercâmbio entre as Associações cervejei - Daniel Llinas do Somos Cerveceros e eu

O evento foi SENSACIONAL, e fiquei super feliz com o convite e de ter podido participar, aproveitando a oportunidade para agradecer aos hermanos por terem servido de exemplo para o desenvolvimento da ACervA Carioca, em 2006.
Por fim, para aqueles que estranharem o fato de não aparecer com nenhuma camisa do Fluminense nas festas argentinas, posto abaixo a minha foto com o Mathias, filho do amigo e cervejeiro caseiro Esteban, do Somos Cerveceros. Coisa boa e bom gosto aprendemos desde cedo, hehehe.

Eu e Mathias, filho do Esteban

Parabéns aos amigos da Küd pela conquista, e parabéns a todos do Somos Cerveceros, pelo evento e festa maravilhosos.
Saúde e um brinde à união dos cervejeiros caseiros,
Botto

« Página Anterior - Próxima Página »