Botto Bier Munich Dunkel
Enviado em 5 de Junho de 2008
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Esta é uma receita que muito me agradou. É um estilo hiper super clássico, lager escura originária de Munich, Alemanha, quase que inexplorado no Brasil, e por isso um desafio a mais. Representante do estilo, por aqui, temos apenas a munich dunkel da Bamberg (segundo ouço muito boa), e nenhuma outra mais, em que pese o uso indiscriminado do nome munich dunkel (escura) por algumas cervejarias nacionais.
Ainda sem nome, ficou esta cerveja muito próxima do esperado pro estilo: cor rubí, bastante clarificada embora não filtrada (notem que mesmo sendo a cerveja escura, na foto abaixo é possível ver meu dedo através do copo), espuma consistente, de média carbonatação, aroma e sabor predominantemente de malte, com leve toque de chocolate e caramelo advindos do uso dos maltes carafa e cristais, e amargor moderado, porém bem marcado no final da degustação, agindo bem pra equilibrar o aspecto inicial adocicado dos maltes. Ficou ela com 5,2% abv, e foi a leva de 50 litros toda embarrilhada.
Foi a terceira receita do estilo que fiz, cada qual buscando um algo a mais não alcançado nas anteriores, e o resultado desta foi fantástico. Eis uma foto dela:
Segue a receita pra 50 litros:
De maltes:
7 kg de pílsen (Agromalte)
5 kg de munich II (Weyermann)
0,76 kg de Caraaroma (Weyermann)
0,5 kg de Caramunich (weyermann)
0,2 kg de Carafa I (Weyermann)
De lúpulos:
57g de nugget a 60’
15g hallertau tradition a 20’
30g de hallertau a 10’
30g de saaz a 1’
De água:
37,5 litros pra mostura (com uma colher de chá de sais de burton, que é uma mistura de sais destinada a endurecer a água); e
40 litros pra lavagem.
De levedura:
S-23 (seco)
Weihenstephan-34/70 (líquido propagado)
Curvas de temperatura de mostura:
Quando a água da mostura estava a 60ºC adicionei os maltes, e elevei a temperatura até 64º, temperatura em que repousei por 45 minutos. Em seguida subi de 64º pra 66ºC, descansando nesta por 35 minutos. De 66º subi pra 70º,e fiz o último repouso, agora de 40 minutos, após elevei até 78ºC e desliguei o fogo.
Fiz a filtragem da mistura, lavei o bagaço, e levei, então, 63 litros de mosto para a fervura, que transcorreu vigorosamente por 80 minutos.
Ao final do resfriamento obtive 50 litros de mosto com 1056 de OG, os quais foram divididos em 3 baldes fermentadores, 2 deles com o S-23 e 1 com o W34-70.
Nos 7 primeiros dias de fermentação mantive a temperatura em 10ºC, e nos últimos 2 em 14ºC, totalizando 09 dias de fermentação. Em todos os três baldes obtive a mesma atenuação, finalizando com 1016 de FG, o que me deu 5,22% abv. Os primeiros 17 litros dela (degustados no curso do dia 17 e feitos com o S-23) maturei por 15 a 0º, enquanto o restante da leva maturou um pouco mais, por 23 dias, o que garantiu uma melhor clarificação (foto acima), sem, na minha opinião, alterações nos perfis de aroma e sabor.
Foi ela a preferida dos flamenguistas, após descobrirem o nome da belgian strong golden ale com a qual enchiam a boca, a Fluminense Libertadores, não é, Ricardo?!
Saúde,
Botto
Botto,
das degustadas no curso, essa foi a minha preferida junto com a IPA (que eu só bebi um copinho, que dó rs). Estava realmente sensacional
Fala Pedro, tudo jóia? Gostando do nosso tricolor? Ah, tá, não era do Fluzão, era da Hungria, sei…
abração