Artigos
Comentários

Eurícles de Malte - 1º Bloco de Carnaval Cervejeiro

Meus amigos, no próximo dia 16 o Bloco de Carnaval Eurícles de Malte sairá pelo terceiro ano consecutivo, reunindo os cervejeiros da ACervA Carioca, amigos e familiares, para uma brincadeirinha de carnaval regada a muita cerveja artesanal caseira.
Pros que não conhecem ainda, o bloco surgiu de uma ideia do Lúcio, da ACervA Carioca, que há três anos comemorou seu aniversário numa terça de carnaval, em frente a sede de sua empresa, chamando os amigos, contratando uma banda de carnaval e servindo muito chopp. Isso foi há dois anos. O que seria apenas uma comemoração de aniversário cresceu, gente de outros blocos se juntou, e ano passado já foi um dos melhores blocos de carnaval do Rio, reunindo desde crianças, a maioria filhos de cervejeiros, até marmanjos e marmanjas desconhecidas, num clima familiar de muita animação.
O bloco se reúne na Travessa Euricles de Matos, 27, Laranjeiras, e toma conta da travessa a partir de umas 15 horas, mais ou menos, se estendendo enquanto houver chopp e energia.
Pro deste ano a ACervA Carioca produziu uma leva especialmente para o evento, feita durante uma brassagem coletiva em Búzios, no mês passado. Eu devo levar alguma Botto Bier também, e quem tiver cerveja caseira pra levar, não se acanhe, que será super bem vinda.
Coincidentemente, ou não, o aniversário do Lúcio há dois anos caiu numa TERÇA, dia da semana mais que tradicional dos Encontros da ACervA.
Estou já ansioso pra participar mais uma vez deste bloco, o primeiro bloco de carnaval cervejeiro do país.
Até lá, um brinde,
Botto

Noticias que saíram na última semana

Na última sexta-feira o Globonline fez matéria sobre o Colher de Pau, tradicionalíssima casa de doces e salgados de Ipanema, que recentemente aderiu às cervejas especiais. Tive o prazer de elaborar a carta de cervejas da casa, a qual traz 23 estilos de cervejas pra nos deliciarmos, todas com sugestões de harmonizações, desde os petiscos até as sobremesas da doceria.
Eis o link para a matéria: http://rioshow.oglobo.globo.com//estabelecimentos/colher-de-pau-ipanema-898.aspx .
A Colher de Pau fica na rua Farme de Amoedo, 39, Ipanema, próximo da quadra da praia. Hoje estarei lá à noite pra uma harmonizaçãozinha.

Já na segunda saiu a seguinte nota abaixo, na coluna Gente Boa do segundo caderno do Globo:

nota globo Roter - nota globo Roter

Desde o final do ano passado estou desenvolvendo novas cervejas pra cervejaria Röter, de Barra do Piraí. Hoje já são produzidas duas pílsens por lá, uma mais encorpada, alcoólica e lupulada, e outra menos, e em breve, além destas, teremos uma belgian dubbel também.

Seguindo na rota das novidades, na Röter também estou produzindo a Botto Bier München Hell, cerveja do estilo munich helles que está em fase final de maturação, e pra semana será lançada no Bar da Frente, antigo Aconchego Carioca. Eis uma foto tirada dela na última terça,dia 2 de fevereiro, quando fui produzir na cervejaria:

Botto Bier - Munchen Hell não filtrada

Um brinde com a helleszinha,
Botto

Receita do próximo Curso

Conforme já anunciado, a cerveja que produziremos no próximo curso, sábado que vem, será a da Sabá Negro.

Até lá, vamos degustando The Wizard.
Um brinde,
Botto

Encontro de ex alunos, atuais amigos e cervejeiros

Galera reunida nos finalmentes, ou nem tanto assim

Há muito já existia a vontade de reunir meus ex-alunos para uma produção conjunta, numa revisão descontraída do visto nos cursos, bem como para degustarmos as cervejas uns dos outros e fazermos uma bagunça cervejeira legal. Pois bem, aproveitando o final de ano, época tradicional dos encontros, e o orgulho e felicidade pelos resultados obtidos pela galera no IV Concurso Nacional, alguns com suas primeiras cervejas, logo após este me decidi que de 2009 não passaria nossa brassagem coletiva, e contactei a todos para marcarmos um churrascão de final de ano. A data escolhida foi a do dia 13 de dezembro, e o local foi a sede do Clube dos Oficiais Bombeiros, que margeia a Lagoa de Marapendi, na Barra da Tijuca. Sabia que a ocasião não era das melhores pra encontros, por conta da indisponibilidade da agenda de muitos, mas como já havia decidido que de 2009 não poderia passar, escolhi um domingo, hehehe, visando amenizar as baixas (só muito loucos fazem encontros aos domingos, ou não, ou quem quer divórcio ou brigas familiares?!).
Foi super legal reencontrar os amigos, quase todos já tendo produzido suas cervejas, e outros bem crus ainda, como os alunos de duas semanas anteriores, que ainda nem tinham experimentado a cerveja por eles produzida no curso, a Fluminense Ale, cuja degustação seria no final do mês, no Beertaste.
João< Mariani, André e Clara tocando, enquanto averig

A princípio a cerveja que produziríamos seria uma dubbel, numa tentativa incentivar a galera a participar do concurso da Eisenbahn, mas, não tendo o fermento mais adequado, em cima da hora resolvi por fazer uma weizen com fermento líquido, o Wyeast 3068, para alguns ainda novidade.
Cornelius

Smoked Red Ale com garrafas do pessoal

Munich Helles da Botto Bier e Pílsen da Roter

Marcado o encontro pras 9:30 da manhã, num domingo chuvoso, acabou que atrasamos um pouco e só iniciamos a produção por volta das 11 horas, e durante uma e outra pausa fomos degustando as cervejas da festa. Como na época não fiz um rascunho do que escrevo, e o tempo passou mais do que deveria, talvez não lembre de todas, mas gratas surpresas houve, como a primeira cerveja do Gustavo de Lumiar, uma weizen, acho, que embora não lembre agora com precisão do estilo, gravei que estava bem legal, ou as cervejas do Rafael, uma delas entre as melhores pale ales que já bebi, ou ainda a cerveja do exigente Cosme de Friburgo, que embora pra ele não estivesse tão boa ou pertencesse a um estilo definido, estava sem defeitos pra mim, bem gostosa. Pra completar a lista das cervejas que tínhamos, a Tatiana levou um cornelius cheio com sua SiniXXXXtra Smoked Red Ale e eu dois, um deles com uma Belgian Strong Dark Ale com romã e outro com uma cerveja sem estilo algum, fruto da mistura de várias cervejas que tinha, hehehe. Além destes cornélius, levei mais 100 litros de Bottobier Munich Helles e 50 litros da pilsen da microcervejaria Röter, de Barra do Piraí, RJ, que gentilmente doou o seu chopp pra nossa confraternização.
Rafael servindo sua maravilhosa Pale Ale

Gustavo e sua primeira cerveja, weizen, talvez, mas boa

Aproveitei a ocasião pra fazer uma brincadeira com a galera, para alguns de muito mau gosto, para outros nem tanto, que tinha a singela intenção de quebrar alguns mitos. Juntei todos num mesão e, munidos de lápis e papel para anotações, fizemos um grande teste cego com 7 cervejas comerciais que encontramos por aí facilmente, todas pretensamente pílsens, a saber: Skol, Brahma, Bohemia, Schincariol, Sol, Itaipava e Bavária Premium. Não era um teste pra definirmos a melhor ou a menos pior, mas tão somente pra mostrarmos que nenhuma delas teria uma personalidade hábil que nos permitisse indentificá-las facilmente, sendo todas muito parelhas em aspecto, aromas e gostos. Mesmo sabedores dos rótulos que participavam do teste, nenhum dos 30 degustadores acertou quais eram as 7 amostras, e, salvo engano, o que teve mais sucesso acertou apenas 4. Pra minha surpresa, achei que talvez a Bohemia se sobressaísse, pelo aroma um pouquinho maior de lúpulo que carrega, mas ledo engano. A Skol ficou em última, na preferência do pessoal, que entre as menos piores apontou Bavária premium e Sol, sim, Sol, inacreditável, seguidas de Bohemia, Brahma, Itaipava e Schin. Ressalto mais uma vez que não houve qualquer atribuição de nota, não se propunha a isso, como disse, mas apenas pra mostrarmos da dificuldade de identificação das cervejas das macros encontradas por aí. Agora, quando fizermos festas pra incautos bebedores, melhor economizarmos e comprarmos as mais baratas, independentemente do rótulo que carregarem, bastando tomar o cuidado de já levarmos os copos chheios pros nossos convidados, hehehe.
Eu e Carol preparando as amostras longe das vistas dos

Galera tentando

Tentando e não conseguindo

Quase desistindo

Desistência em massa. - Bode sem saber o que fazer com tanta cerveja ou me ajudando a recolher?

Não dá pra descrever tudo que houve no dia, mas sei que a parada foi até às 22 horas, quado saí, regada quase que completamente por cervejas caseiras. De lições da festa, ou melhor, constatações, além da que as macros pouco diferem umas das outras, embora tivesse alguns poucos flamenguistas uniformizados por lá, hehehe, comprovou-se que a maioria entre os cervejeiros é tricolor. Não sou eu quem digo, vide as fotos.


Foi super legal o evento, e neste ano farei o possível para repetí-lo, com certeza.
As fotos do dia podem ser vistas pelo link http://picasaweb.google.com.br/LeoBotto/ChurrascoAlunos# .
Um brinde,
Botto

V Concurso Nacional de Cervejas Artesanais Caseiras das ACervAs

Meus amigos, fechadas as datas e locais pro próximo concurso nacional das ACervAs: a maior festa cervejeira do Brasil, neste ano, será em Porto Alegre, nos dias 3, 4 e 5 de junho, aproveitando o feriadão.
Os estilos escolhidos pro concurso são:
3B. Oktoberfest/Märzen
12A. Brown Porter
14C. Imperial IPA
obs: As siglas, 3B, 12A e 14C são do BJCP, onde podemos estudar mais sobre as características devidas pros estilos pedidos.
Animem-se, galera; estudem, corram atrás dos insumos necessários, degustemos exemplares do estilo, e vamos que vamos.
Tenho certeza que será um grande sucesso, mais uma vez.
Um brinde às ACervAs,
Botto

Como instalar o termostato Full Gauge Tic-17

Meus amigos, eis um esqueminha pra instalação do termostato Full Gauge TIC-17 que achei há algum tempo na internet, cuja autoria desconheço, mas agradeço bastante a quem fez, uma vez que facilitou a explicação para aqueles que pretendem instalar um termostato em seu equipamento caseiro. Antes chamava os alunos pra virem aqui em casa ver minhas instalações, e agora isso não é mais preciso, tornando as visitas apenas pra bate papo e degustaçõeszinhas, hehehe.
O esqueminha é bastante simples, o desenho é auto explicativo, mas havendo qualquer dúvida estamos na área.

termostato - termostato

OBS: ESQUEMA FEITO PARA 110V.
Um brinde,
Botto

Degustação da cerveja do último curso

Nada melhor que ver flamenguistas, vascaínos e botafoguenses encherem a boca e pedirem bis, inebriados com a Fluminense!!!

Beertaste ao fundo

amigos e alunos

barris vazios já

Em 28 de outubro do ano passado, pela aba do curso de produção de cerveja do meu blog, fui interpelado pelo Ronaldo César sobre qual seria a cerveja que faria no curso a ser dado em 21/11. Na ocasião, sem ter definido precisamente o estilo da cerveja a ser feita, e movido por um arroubo de paixão, com doses de loucura (apelidado de otimismo) e rebeldia, respondi que tendia a fazer uma Belgian Strong Golden Ale, numa nova edição da Fluminense Ale, em homenagem ao meu time do coração, quem sabe pra dar uma forcinha, muito necessária naquele momento, seja ela de onde fosse, até as surreais.
Sr. Fritz, irmão e eu com algumas das últimas Flumine

Serginho, eu, Beto, Gustavo e amigo - amigos da Rock Flu e Torcida Tricolor

Levei a loucura adiante e no dia do curso fiz a Fluminense Ale 3, numa adaptação da sua primeira versão. Dividi a produção em duas partes, numa inoculando fermento seco, o US-05, e na outra metade um blend de WL 530, Wyeast 1214 e S-33, este último liofilizado.
Por um descuido meu na elaboração da receita, no BeerSmith, deixei de modificar uns parâmetros do equipamento que uso nos cursos e, ao invés de sair uma belgian strong golden ale, saiu uma belgian pale ale, ou uma blond ale, sei lá o que, com 5,6% abv ao final da fermentação. Quando percebi o erro já era tarde, fiquei chateado, mas sem querer o resultado foi melhor que a encomenda, ficando ambas metades muito boas.
Como já de praxe, reuni então os alunos para degustarmos a cerveja por nós produzida, e, como se tratava da Fluminense Ale, convidei ainda alguns amigos tricolores para a degustação, a fim de matarmos dois coelhos com uma cajadada só, aproveitarmos para também comemorar o feito inimaginável (pelo menos pros sãos, incluindo os matemáticos e céticos de todo gênero, desprovidos de esperança) do nosso time, brindando com a cerveja da sorte. O bar escolhido pra degustação não podia ser outro, e o escolhido foi o Beertaste, reduto de boas cervejas, boa música e bar de tricolor.
Este post é rapidinho, é só pra registrar a degustação que fizemos no último dia 28, da cervejinha do curso passado, e dizer o quanto é gostoso e prazeroso ver framenguistas (escrito como eles pronunciam), vascaínos e botafoguenses enchendo a boca com a Fluminense, e pedindo bis, dizendo gostar, hehehe, o que é melhor ainda.
Leo do Beertaste e eu, lá pelas 3 da madruga, talvez n

Ah, a cerveja do próximo curso, do dia 30 deste mês, será uma Smoked Porter, a Sabá Negro.
Um brinde,
Botto

Pride and Joy

Pensava e procurava um nome para dar a minha última produção, uma barley wine que fiz dia18 do mês passado, e que anteontem (07/12) coloquei pra maturar num barril de carvalho, o da foto acima , onde d’antes envelheceu por anos um bom vinho. Aproveito aqui pra agradecer ao Francisco da Salton por ter me arranjado este barrilzinho, valeu.

Como todo nome que se preza, pra mim, tem que homenagear minha eterna namorada (Feiticeira, Vidua, Dama do Lago, Maligna, Cheirosa, Graúna, etc…), e ainda, se possível, contar uma historiazinha ou fazer alusão a algum traço da cerveja (Thor, Thrúd, Fluminense, Sabá Negro, Pocahontas, …), não pode ser qualquer nome, a escolha requer atenção, sorte e nem sempre é fácil. Mas desta vez foi!!! E não é que enquanto pensava na cerveja comecei a ouvir a música Pride and Joy, do fantástico Stevie Ray Vaugham!

Letra e vídeo abaixo, pra quem não conhecer. O único retoque a ser feito na letra é incluir um barley antes do wine, hehehe,

like the finest barley wine

.


Lyrics | Stevie Ray Vaughan - Pride And Joy lyrics

Voltando a falar da receita, digo, de cervejas envelhecidas em barris de carvalho, são elas um sonho antigo. Um desafio que custou algum tempinho, mas me encheu de alegria, desde a procura pelo melhor barril, passando pela sua sanitização, até o seu enchimento, que daqui a algum tempinho espero que me encha de orgulho também.

Normalmente cervejas destinadas aos barris devem ser bem estruturadas, o quanto mais alcoólicas e lupuladas, pra suportarem um envelhecimento melhor, livres de contaminações. Dentre os estilos mais encontrados estão barley wine, imperial stouts e extreme IPAS. Dentre os barris mais usados estão os previamente utilizados com bourbon, brandy e vinhos, bebidas estas que passam algumas de suas características às paredes dos barris, e estas às cervejas neles armazenadas, não sendo aconselhável o uso de barris novos ou que estejam sem uso por muito tempo.

Há quase um ano, dia 15 de janeiro, nós da Biertruppe fizemos uma barley wine que envelheceu em barris de carvalho, 2 deles de brandy e 2 de vinho, e que em breve será lançada como a Biertruppe nº1, em homenagem a Bass nº1, uma das mais famosas e clássicas barley wines inglesas, e do mundo. Como nas duas anteriores, Tcheca e Saint Nicholas, buscamos resgatar e trazer pro Brasil estilos aqui inexistentes ou pouco difundidos, e nosso foco era fazer uma autêntica english barley wine, o que nos levou a usar um blend de cepas típicas de cervejas inglesas, assim como lúpulos também ingleses, a fim de que atingíssemos nosso maior objetivo, a reprodução o mais fiel possível de um estilo.

Diferentemente da feita anteriormente, nesta que fiz em casa a inspiração foi a minha querida Thor. Não é uma doppelbock, adianto de cara, tampouco uma english barley wine, mas uma mistura danada. A parte de maltes da receita se inspirou na Thor; a lupulagem é basicamente americana, summit e cascade ( O summit ganhei na Brasil Brau. Uma agradável surpresa, que aroma de tangerina fantástico ele tem), com uma pincelada inglesa do fuggle; já os fermentos são um verdadeiro samba do crioulo doido, cepa inglesa + belgas misturadas. Saí pegando tudo que tinha, hehehe, com leve inclinação pras belguinhas.

Seguem abaixo duas fotos tiradas na brassagem. Notem a quantidade de malte usada, que ocasionou dores musculares em mim e na Tati por mais de semanas, hehehe, de tentar mexer durante a mostura.

A receita dela ficou assim:

De maltes:

10,5 kg de malte pílsen da Agromalte;
4,0 kg de Munich II da Weyermann;
2,5 kg de Pale Ale da Weyermann;
2,25 kg de Vienna da Weyermann;
2,0 kg de Melanoidina da Weyermann; e
1,75 kg de Caraaroma da Weyermann.

De lúpulos:

118 g de Summit (16,3% a.a.) a 60 min do término da fervura;
106 g de Cascade (5,4% a.a.) a 20 min do término da fervura;
154 g de Fuggle (4,3% a.a.) a 5 min.

De água:
43 litros pra mostura
45 litros pra lavagem

Leveduras:
Blend de Wyeast 1388 e WL 530
Blend de Wyeast 1214 e WL 005


A brassagem não teve segredo também. Aqueci a água da mostura até 66º e adiconei os maltes, o que fez com que a temperatura baixasse pra 58º. A intenção na brassagem era adquirir o maior número possível de açúcares fermentáveis, uma vez que pela quantidade de malte utilizada já teríamos corpo mais que suficiente, então a necessidade maior era trabalhar com as beta amilases, que quebram as cadeias de açúcares em partes menores, mais fermentáveis, quebrando as cadeias a partir das suas extremidades. Assim elevei a temperatura de 58º pra 63º, temperatura em que mantive por 180 minutos, findo o que a temperatura foi elevada até 78º para inativação das enzimas.

Neste ínterim, enquanto mantínhamos a temperatura em 63º, pedi a Tati que fosse acompanhando a produção, tentando mexer o que conseguisse (estava pesado, muito pesado), pois daria uma corrida até o Vice Rey a fim de pegar um fermentinho com o Sr. Lúcio, pra uma produção futura. A idéia era ir rapidinho, mas o carro teve uma pane elétrica, fiquei enguiçado no caminho, e até o acionamento do seguro e chegada do reboque a Tati teve que levar a brassagem toda sozinha. Quando cheguei em casa ela já estava no meio da lavagem. She’s my pride and joy.

A partir daí dei uma folga pra ela, concluí a lavagem e transferi o mosto pra fervura, pra onde levei cerca de 63 litros de mosto. A fervura foi de 120 minutos, com a primeira lupulagem quando faltavam 60 minutinhos pro final da fervura, a segunda faltando 20 e a terceira apenas 5.

A fermentação ocorreu de maneira lenta por 19 dias, inicialmente a 20º e nos três últimos dias a 21º.

O resultado ficou excelente, pelo menos depois de fermentado. A leva produzida foi de 50 litros, sendo que 25 deles fermentaram com um blend de British Ale (WL005) e Wyeast 1214 (Belgian Abbey), enquanto os outros 25 foram trabalhados com Wyeast 1388 (Belgian Strong Ale) e White Labs 530 (Belgian Abbey). Pra minha surpresa o British se sobressaiu bastante em relação ao 1214.

Eis os dados colhidos da receita:
Densidade inicial (OG): 1095
Densidade final (FG): 1025
ABV: ~9,2%, sem primming
IBUs estimados pelo Beer Smith: 84,7
Cor estimada pelo Beer Smith: 54 EBC
Volume da leva: 50 litros

Mais uma foto do barril já cheio repousando dentro da câmara fria:

Enquanto a cerveja fermentava me dediquei à sanitização do barrilzinho. Enchi e o esvaziei por mais de 10 vezes com água fervente, antes de enchê-lo com a cerveja atenuada.

Agora resta tentar esquecê-lo dentro do freezer, onde a temperatura está a 2º, e daqui a algum tempo, espero que mais do que penso conseguir, degustaremos o resultado. As expectativas são boas, hehehe.

Um brinde,

Botto

Boas novas, curso passado e receita da Fluminense Ale 3

21/11/09 - Turma da Fluminense Ale

Com pequeno atraso, aproveito pra postar as fotos do último curso, de 21 de novembro passado, que podem ser vistas através do link http://picasaweb.google.com.br/LeoBotto/CursoDe21DeNovembroDe2009#

Nesta turma fizemos uma versão light, não proposital, da Fluminense Ale, que ao invés de sair uma Belgian Strong Golden Ale, saiu mais pra uma Belgian Pale Ale. O erro, explico, ficou por conta de uma distração minha, que não ajustei corretamente o Beer Smith pra eficiência do equipamento utilizado no curso.
Mas, em que pese ter ficado diferente do que pretendia, a cerveja atingiu com louvor seus objetivos, primeiramente dando sorte pro Fluzão escapar da degola, que já parecia certa no campeonato Brasileiro, e ainda, como se não bastasse, hoje a experimentei após pouco mais de duas semanas, está divina, uma delícia mesmo, e daqui há uns 20 dias vamos reunir a turma novamente pra degustarmos a Fluminense.
Logo abaixo coloco a receita da cerveja, que rendeu 47 litros:

Maltes:
10 kg de Pílsen
2,7 kg de Viena
1,0 kg de Munich
1,0 kg de aveia em flocos

Lúpulos:
Cascade (5,4% a.a.) - 100g a 60 min
Cascade - 44g a 10 min

Água:
38 litros pra mostura
41 litros pra lavagem

Leveduras:
23 litros com dois pacotinhos de US-05
24 litros com blend de White Labs 530, Wyeast 1214 e 1 pacotinho de S-33

Brassagem:
15 minutos a 53º
De 53º a 66º em 15 min
66º por 100 min
De 66º até 78º em 15 min

Fervura de 100 min

OG: 1058
FG: 1015
ABV: 5,6%
IBU: 24,3

OBS: a com o US-05 eu ainda não experimentei, mas a com o blend está maravilhosa.

Tem muita coisa legal que quero postar em breve. Tem vários bares novos vendendo boas cervejas, velhos também, e na medida do possível os sugerirei pra todos os amigos do blog.

Ah, hoje coloquei 45 litros de uma barley wine que fiz em 18/11 pra maturar num barril antigo de 50 litros de carvalho, no qual antes havia brandy.

Um brinde ao Fluzão,
Botto

Vem aí a Biertruppe Vintage Nº1

Vintage n1 - Vintage n1

Depois da Tcheca e Saint Nicholas, vem aí a Biertruppe Vintage Nº1, a primeira Barley Wine brasileira maturada em barris de carvalho, com 9% de álcool por volume, cor avermelhada, produzida com um blend de duas cepas inglesas, carinhosamente propagadas.
O primeiro a degustá-la na fonte, diretamente dos barris e pra nossa honra, foi nada mais, nada menos, que Randy Mosher, um dos grandes cervejeiros da cena americana.

Falta pouco agora, ou pelo menos espero que falte, pro novo lançamento da Biertruppe.
Aguardem.
Um brinde,
Botto

- Próxima Página »