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Curso de Cerveja Artesanal 09 de maio de 2009

No último sábado realizamos mais um curso de produção de cerveja caseira.

Essa turma se mostrou bastante interessada e concentrada do início ao fim. Tenho certeza de que sairão muitos cervejeiros dali.

IMG 6435 - TeoriaIMG 6431 - teoria

Durante o curso, fizemos 2 brassagens: uma dos alunos e outra do amigo e ex-aluno Aim, que, como tinha que fazer uma leva naquele dia, resolveu levar os equipos e fazer sua cerveja junto com a nossa.

IMG 6427 - 2 produções simultâneasIMG 6394 - AmostrasIMG 6511 - Fiel Escudeiro

Ainda na parte teórica do curso, iniciamos a parte prática da bebedeira, digo, da bebida, com umas Weihenstephaners Tradition. Depois abrimos os cornélius e tomamos uma Golden Ale, uma Smoked Stout feita no curso passado e uma Weiss. O Aim levou também uma weizen dele pra nossa degustação. De saideira, Dama do Lago.

IMG 6387 - BarrisIMG 6522 - Saideiras

Como dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras, vamos às fotos. O link para todas elas é:

http://picasaweb.google.com/aimbere/CursoBotto09Maio2009

IMG 6500 - Alunos fazendoIMG 6502 - Alunos fazendoIMG 6470 - Self serviceIMG 6469 - Self serviceIMG 6451 - PráticaIMG 6447 - PráticaIMG 6420 - café da manhãIMG 6495 - AlmoçoIMG 6513 - Lanche do fim da tardeIMG 6515 - Ciça, Tati e Aim - os ajudantes

Temos um encontro marcado pra daqui a um mês, pra degustar a oatmeal stout feita nesse curso.

A próxima turma está prevista pra 04 de julho.

IMG 6531 - Alunada reunida

Um brinde aos novos cervejeiros!

Alunos

Ontem, dia 6 de maio, reunimos os alunos de todas as turmas para degustarmos a cerveja elaborada no último curso, uma smoked stout que ficou bem legal, achei.
alunos 2 - alunos 3

Pra somar ainda mais ao encontro, tivemos a participação dos alunos da última turma da Confraria do Marquês, dos meus amigos e ex professores Maurinho e Tiago. Eles levaram pro encontro uma deliciosa american brown ale feita no curso passado deles.
Tiago, Maurinho e eu. - Maurinho com a bock na mão

Pra complementar a degustação das caseiras da noite, levei ainda 19 litros do primeiro protótipo de bock que fiz voltado já ao concurso das ACervAs deste ano. Tava com 25 dias de maturação, pouco ainda, achei. Dá pra melhorá-la mais um pouco, sempre dá, mas ficou bem gostosinha. Valeu pra um primeiro teste.
O encontro foi maravilhoso, ocorreu no Far Up, bar/casa de shows localizado sobre o supermercado Farinha Pura, na Cobal do Humaitá, que às quartas investiu num evento voltado pras cervejas e blues.
Blues e Beer

Um brinde aos novos cervejeiros, com uma bock,
Botto

Curso de produção de cerveja em Ribeirão Preto

No início da madrugada, digo, curso

A convite do Empório Biergarten, casa de cerveja bem legal de Ribeirão Preto, que trabalha com preços honestíssimos e merecerá um post à parte, no último final de semana estive na terra natal da Cervejaria Colorado, a fim de ministrar mais um curso de produção caseira de cerveja.

Galera atenta

O curso foi realizado nas dependências do Cervejarium, começou às 8 h da madrugada de sábado, 18, e se estendeu até às 19 h, após o que fomos brindados pelo Marcelo, amigo e dono da Colorado, com o oferecimento de um queijos e cervejas, contando com algumas iguarias maravilhosas. Teve um queijo azul de Minas, salvo engano de Cruzília, hum, que delícia, que harmonizou muito bem com a Índica.

Queijos e cervejas

Não podia faltar o pãozinho de malte da Tati

A turma se mostrou muitíssimo interessada e foi um imenso prazer poder dividir os conhecimentos com todos os presentes.
Na ocasião, ao longo do dia degustamos algumas cervejinhas, dentre elas as Colorado Índica e Cauim, a Biertruppe Saint Nicholas, a Dama do Lago produzida na Eisenbahn, um barrilzinho de uma variação da minha classic rauchbier, a Feiticeira, e algumas rauchs alemãs Schlenkerlas. Seguindo na onda do defumado, a cerveja feita no curso foi uma Smoked Oatmeal Stout, uma defumada escura com aveia, de alta fermentação, que daqui a um mês, aproximadamente, após fermentação e maturação, será posta à prova, dando continuidade ao curso, com a análise da cerveja produzida por todos nós.
Damas

Damas e Saint Nicholas

Receita da cerveja do curso - smoked oatmeal stout

No finalzinho, alguns dos alunos que já produziam suas cervejinhas, e outros que não, mas que se mostravam bastante interessados em começar, já articulavam de fazerem compras de insumos coletivas, e falavam da criação de uma ACervA Caipira, ou com dois R(s), hehehehe. Que legal!!!
Como sempre, gostei muito de ter podido fazer novos amigos, conhecer um novo lugar, e espero em breve voltar pra compartilhar das companhias e cervejas.
Gabriela e Marcelo do BiergartenUm brinde à RibeiraniaMaltes fornecidos pela WELuciano - Estagiário da vez
Obrigado, Marcelo e Gabriela do Biergarten, e Marcelo da Colorado, pela oportunidade de ter realizado mais este curso. Obrigado também ao Sr. Werner, da WE, que nos apoiou com a doação dos maltes, lúpulos e levedura pra cerveja do curso, e ao Luciano, ex-aluno, amigo e atual cervejeiro, que nesta edição participou como estagiário, ralando conosco, e que com o empréstimo dos seus equipamentos possibilitou também a realização de mais esta brincadeira, digo, curso.
Troféu do curso - a smoked oatmeal stout

Foto da turma ao final do curso

Ah, nos finalmentes o pessoal do Cervejarium ainda aproveitou pra comemorar com um bolinho surpresa o aniversário do Marcelo, patrão querido que faz aniversário hoje, 20 de abril.
Bolinho surpresa do Marcelo

Um brinde aos amigos e às cervejas,
Botto

obs: mais fotos da visita à Colorado, ao Empório Biergarten e do curso pelo link http://picasaweb.google.com.br/tmlgpppp/RP# .

Cebola de Bamberg

Cebola de Bamberg

Mais do que nunca estou fissurado por cervejas defumadas, e há poucos dias chamei o amigo, ex aluno, cervejeiro e estagiário Aim, para junto das nossas respectivas almoçarmos e fazermos uma leva da Feiticeira, minha primeira rauchbier. Seguindo o estilo do dia, o menu escolhido para ocasião foi salada de batatas e cebola recheada com carne de porco e molho de Schlenkerla, prato este típico da cidade alemã Bamberg, a mim sugerido pelo Alexandre, da Biertruppe e proprietário da cervejaria paulista Bamberg.
O resultado foi excelente, melhor impossível.
A cebola ficou docinha, deliciosa, e a receita dela coloco abaixo. Pra quem curte cervejas defumadas, harmonizar com Schlenkerla ficou show.

Eis a receita:
4 cebolas grandes
350 gramas de carne de porco moída (se encontrar carne de porco defumada, melhor, e pode mesclar a defumada com a não)
4 fatias de bacon
1 xícara de Schlenkerla
1/2 molho de Manjerona
1/2 molho de salsa
Sal, mace (espécie de noz moscada) e Pimenta à gosto
3 ovos
2 fatias de pão de forma
um pouco de farinha de trigo pra engrossar o molho, se preciso for
1/2 tablete de caldo de carne
obs: não usamos mace

Modo de preparo:


1 - retire a casca da cebola e corte um tampão na sua cabeça. Guarde este tampão e remova o miolo da cebola, deixando-a oca por dentro, mantendo a sua espessura próxima de 1cm.
2 - num processador, triture parte do miolo retirado das cebolas, e em seguida misture a parte processada à carne de porco moída (usamos um lombinho bacana).
3 - acresça à mistura a salsa, a manjerona, a pimenta, o sal, os ovos e o pão, previamente picado.

4 - Recheie as cebolas com o bolo de carne feito e leve-as numa assadeira ao forno previamente aquecido, onde permanecerão por cerca de 50 minutos a 200ºC. No fundo da assadeira coloque um pouco de água, algo próximo de 0,5 cm de altura.

5 - Quando já quase prontas, frite numa frigideira as fatias de bacon, que irão adornar o topo das cebolas por debaixo dos tampões retirados.
6 - numa panela misture o que sobrou de água da assadeira (sem a gordura) com a Schlenkerla, pimenta e o meio tablete de caldo de carne, até que fique mais encorpado. Caso necessário, use um pouqinho de farinha pra engrossar.
7 - regue as cebolas com o molho, coloque o tampão de volta, sobre a fatia de bacon, e volte com elas pro forno, mantendo-as nele por mais 15 minutinhos.

8 - Retire as cebolas do forno e sirva com a salada de batata.

Garanto que ficou muito boa, e até quem não gosta de cebola a degustou direitinho. Pra acompanhá-las, nada melhor que uma cerveja defumada. Pra que tenham uma idéia, a Schlenkerla suavizou bastante a intensidade do seu defumado, ficando facinha facinha de se beber.

Ao final do dia falei alto que nunca tinha feito uma cerveja tão facilmente, eis que me lembraram ter sido o Aim o cervejeiro do dia, tendo-me ficado responsável apenas pelas cebolas. Mas, mentira isso, coloquei parte da água da brassagem nas panelas e inoculei o fermento, hehehe.

Tati, eu, Aim e Ciça

Um brinde defumado,
Botto
Mais fotos: http://picasaweb.google.com.br/tmlgpppp/CebolaSchlenkerla

Bons momentos e cursos

Ontem foi realizado mais um cursinho de produção de cerveja caseira. Pudemos na ocasião degustar 4 cervejas caseiras minhas, uma golden ale feita conjuntamente pelos alunos da turma anterior, uma weizen, uma munich dunkel tradicional, lager, e outra ale, feita com o mesmo mosto da anterior, além, é claro, das já tradicionais Weihenstephaners e Krombachers, que sempre apoiaram o curso. Ah, degustamos ainda as Saint Nicholas, da Biertruppe, e Damas do Lago, Eisenbahn.
Fico muitíssimo feliz de poder ensinar a cada vez mais pessoas, e pra comemorar o início da formação de mais uma turma de amigos e futuros cervejeiros, aproveito este post para trazer momentos de todos os cursos havidos até então.
obs.: Clicando nos links acima de cada foto, uma nova página será aberta trazendo mais fotos de cada momento.
O próximo curso previsto está marcado para dia 16 de maio, sábado, e mais informações podem ser vistas clicando na aba Curso de Cerveja Artesanal no alto deste blog.
Um brinde à cerveja caseira,
Botto

Turma de 28 de março, Joá 3000, Rio de Janeiro:

Turma março

Turma do dia 15 de março, Salvador, BA:
Curso Salvador - turma

Degustação da Golden ale da turma de janeiro, Aconchego Carioca:
Turma janeiro - Aconchego carioca - todos com uma golden Ale na mão

Turma do dia 15 de fevereiro, Melograno, Sampa:
Curso Sampa - Melograno

Turma do dia 24 de janeiro, Joá 300, Rio de Janeiro:
Turma reunida - faltam Leonardo e Gabriel

Degustação da cerveja da turma de outubro:
degustação do curso de 04/10/08 - Aconchego Carioca

Curso de produção de 04 de outubro de 2008:
Curso 4/10/08

Degustação da cerveja da turma de 19/07:
turma de julho - degustação no Aconchego

Curso de 19/07/08:
Alunos do curso de 19-07-08 - Petit Paulete

Degustação da turma de maio:
degustação do curso de maio de 2008 - Aconchego

Curso de 17 de maio de 2008:
Curso maio de 08 - Petit Paulete

Buller Pub e Brewery - Recoleta, Buenos Aires

Buller Pub - Recoleta

Há algum tempo já estou pra dar continuidade à idéia de escrever sobre as impressões advindas dos bares e cervejarias que visitei em Buenos Aires, em agosto passado. Após me desiludir um pouco com as cervejas que experimentei no bonito bar Cruzat, tive o imenso prazer de visitar o BULLER PUB & BREWERY, na Pte. Presidente Roberto M. Ortiz, 1827, na Recoleta. A casa é linda, aconchegante demais, e ostenta logo em sua entrada a microcervejaria, que funciona regularmente, embora quando a tenha visitado já fosse noite, não tendo podido presenciar uma produção. Ouvi de um amigo local, cujo nome não me recordo, mas de sua simpatia e palavras sim, que nada melhor havia que degustar uma cerveja no pub enquanto uma leva era feita.
Cardápio Buller

Infelizmente, devido ao lapso de tempo, já não me lembro tão bem das cervejas, mas a impressão de ter sido o melhor dos bares visitados na Argentina se manteve inabalada, e abaixo transcrevo as anotações que fiz num guardanapo sobre as cervejas degustadas no dia 12 de agosto de 2008:
Menú degustação

1 - Buller Light Lager - Sem defeitos, mas …, comum, com boa drinkability. 4/5% abv, amarelo claro, média carbonatação, pequeno aroma e amargor do lúpulo;
2 - Buller Hefeweizen - não me chamou muita atenção também, assim como a anterior. Uma cerveja de trigo sem defeitos percebidos, aroma de banana predominante, amarelo clara, turva, com 5% abv;
3 - Buller Oktoberfest - no aroma e sabor o malte é figura predominante. Dourada escura, acobreada, tem amargor médio-alto e persistente. Agradou-me bastante, muito boa cerveja, embora com um pouco de DMS no aroma;
4 - Buller IPA - Excelente, a melhor das Bullers, tendo sido a que repeti e repetiria outras tantas vezes, sem pestanejar. Com 6% de álcool por volume, tem no aroma presença marcante de malte e lúpulo. O maltado da cerveja sustentou muito bem elevado amargor, que era persistente e agradabilíssimo. No aroma, malte, frutado e um floral do lúpulo, cítrico, que me lembrou muito o Fuggle (será?). Adorei esta cerveja;
5 - Honey - 8,5% de álcool, com pequeno amargor, trazia no aroma mel, malte, diacetil, DMS e álcool. Embora com 8,5%, o álcool não se mostrava tão marcante no aroma, aparecendo mais pelo calor;
6 - Dry Stout - Pra mim a segunda melhor da Buller. Excelente também. Espuma com boa formação e duração, aroma maravilhoso, chocolate e café, mais daquele, seguindo ambos no sabor. Encorpada, seca e amarga, à medida que esquentava no copo o café aparecia mais. O teor de álcool era de 5,8% abv.

Mal traçadas linhas

Anotações

Sem sombra de dúvidas, a Buller é visita obrigatória pra todos os que gostam de boas cervejas. Pra mim, a melhor cervejaria Argentina, dentre as que conheci. Conversando com amigos cervejeiros argentinos, disseram-me que a Buller tinha uma outra virtude, a constância, explico: ela, diferentemente de algumas outras, era uma fábrica que não tinha alterações graves em suas cervejas, não apresentando eventuais defeitos ou contaminações.

Repetindo a IPA - brindando com a minha filhota

Bem, recomendo, e muito, a visita aos que forem a Buenos Aires. A próxima parada deste roteiro será um Bar em Palermo, o bonito Bar da cervejaria Antares, que tem grandes cervejas, certamente, mas algumas das que degustei estavam com severos problemas de diacetil e DMS.

Um brinde à Buller,

Botto

Receita da Graúna - Robust Porter

Graúna - Rafael, Marcelão, Carlão, Henrique, Maurinho e eu

Segue a receita da Graúna, robust porter que enviei para a Eisenbahn, para 49 litros:

Maltes
Pale ale (Weyermann) - 8,5 kg
Munich II (Weyermann) - 1,42 kg
Melanoidina (Weyermann) - 0,5 kg
CaraAmber (Weyermann) - 0,88 kg
CaraAroma (Weyermann) - 0,45 kg
Carafa I (Weyermann) - 0,5 kg
Carafa III (Weyermann) - 0,25 kg
Total = ~12,50

Água
36 L primária
36,5 L secundária

Lúpulo
Fuggle - 81 g a 60 min
Fuggle - 44 g a 15 min

Levedura
Wyeast 1028 - London Ale
Nottingham

Whirfloc - 2 pastilhas de whirfloc a 15 min do final da fervura.

Prriming - 7,5 g de açúcar por litro.

Temperaturas de mosturação: Misturei os maltes quando a água estava a 64º, o que fez a temperatura da mistura cair pra 60º. Elevei até 67/68º, mantendo nesta temperatura por 90 minutos, após o que elevei até 78º pro mash out.

Fervura de 90 minutos.

OG - 1054
FG - 1016
Teor de álcool por volume: 5,2% (+ ~0,2% conferido pela fermentação do primming)

OBS: Foi minha primeira Porter, estilo do qual não sou tão fã, mas ficou muito boa a receita. Todavia, hoje aumentaria a temperatura de sacarificação pra 69/68º, a fim de conferir um pouco mais de dextrinas, que contribuíriam pro incremento do corpo e e dulçor da Graúna. Ficou uma Porter suave, com médio corpo, aroma de chocolate predominante, em relação ao café. Espuma consistente, com excelente formação e duração. Amargor médio, cerca de 26 IBUS.

OBS2: Metade da leva foi fermentada com o London, e outra com o Nottingham. O com este fermento ficou mais seca e com menos ésteres, que poderiam ser maiores até na fermentada com aquele. A temperatura de fermentação usada foi de 18º, o que hoje não repetiria também. Creio que se fermentada a 20º ficaria melhor ainda.

Um brinde,

Botto

II Concurso Mestre Cervejeiro Eisenbahn

II Concurso Mestre Cervejeiro Eisenbahn - Finalistas

Dia 11 sairá o resultado do II Concurso mestre Cervejeiro Eisenbahn, e mais uma vez a Botto Bier está entre as finalistas.

Quase não consegui engarrafar esta cerveja, chamada Graúna, em razão de estar com a perna recém operada e a cerva estar na casa da minha mãe, um pouco distante da minha. Em cima da hora montei uma operação desesperada e pedi ao meu irmão que colocasse os dois baldes da Graúna num táxi, bem como minha máquina de colocar tampinhas, para que chegassem até mim. Se Maomé não vai à montanha, a montanha vai até Maomé. … imagino a cara do taxista trazendo os baldes, hehehe, após alertado se tratar de cerveja o conteúdo dos mesmos, e advertido para que fizesse as curvas com cuidado, a fim de evitar que virassem em seu carro.

Os baldes chegaram bem, um com fermento líquido London, da Wyeast, e outro com fermento liofilizado Nottingham, isso por volta das 13 horas. Como estava sem tampinhas, pela manhã a Tati foi até a casa da Talita, a fim de buscar algumas dela emprestadas, e durante a tarde começou a lavar garrafas, escolhendo-as e sanitizando-as, para que quase na madruga engarrafássemos as duas versões da Graúna. No final, a com o London se mostrou mais gostosa e foi a escolhida pra ser enviada ao concurso.

Só de estar entre as 6 melhores já é uma grande vitória, mais ainda após conseguirmos vencer todas as dificuldades.

Ah, como foi a Tati, cujos cabelos são negros como as asas da Graúna, quem teve que se desdobrar pra engarrafar as Porters, nada mais justo que homenageá-la com a escolha do nome da cerva, né?!

Um brinde,
Botto

BIERTRUPPE

Biertruppe

Meus amigos,
enfim saiu o blog da Biertruppe.
Nele traremos todas as nossas “biertruppagens”, bem como fotos e histórico das produções.
Visitem-no, e sejam muito bem-vindos.
Abraço,
Botto

Degustação da Robust Porter do Curso

Novos cervejeiros

Com pequeno atraso, escrevo agora sobre o evento que ocorreu no último dia 11, durante mais um Encontro da ACervA Carioca.

Após um breve período de repouso forçado, depois de três semanas em casa, com muita felicidade saí da toca e rumei para o Aconchego, a fim de participar de mais uma reunião da ACervA e degustação da robust porter feita no último curso, junto aos alunos do mesmo e futuros cervejeiros. A oportunidade não podia ser melhor, pois permitiu que os alunos já participassem do seu primeiro encontro de cervejeiros fluminenses, digo, cariocas, pra evitar choro de uma minoria flamenguista dentro da associação, hehehe.

Embora muitos alunos não tenham podido ir (talvez por falha minha, que tive que adiar a degustação por uma semana), o encontro foi muitíssimo legal. Esta turma em particular promete demais, pois um mês e meio após o curso já tem gente produzindo e tudo, e pelo menos outros 5 alunos com equipamentos já comprados e montados, prestes a iniciarem no querido hobby.

Mais do que simplesmente confraternizar com a turma, este encontro objetiva também dar um feedback pros alunos, que no curso participaram da produção e testemunharam o quão simples é o processo cervejeiro até ali, e no momento da degustação puderam aferir que não se trata de sonho, que fizeram uma gostosa e especial cerveja mesmo com toda rusticidade do processo. Ou seja, serve um pouco de prova pra São Tomé, pois confesso que até hoje ainda acho mentira que faço cerveja.

Robust Porter do curso

Voltando ao principal, a robust porter ficou excelente, muito gostosa mesmo. No aroma, leve frutado, café e chocolate, mais deste, muito pequeno aroma de lúpulo, amargor médio e bastante pra equilibrar o início mais adocicado, e final seco. Apresentou-se negra e encorpada, só faltando sabermos do teor alcoólico dela, já que durante o curso, por descuido, acabamos não medindo a sua densidade inicial.

Para os alunos de fora Rio, bem como para os daqui que não puderam comparecer, engarrafarei a cerva em breve e darei um jeito de enviar-lhes, ok?

Um brinde aos novos amigos cervejeiros,

Botto

Obs.: Seguem abaixo mais fotos do encontro:

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